Termo de parceria do Quero Fazer é assinado durante o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e AIDS
Presidente Lula decreta dia 17 de maio dia Nacional de Combate à Homofobia
Ato ocorreu na véspera da 14ª Parada LGBT de São Paulo
Atendendo ao pedido da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) - ofício abaixo -, na sexta-feira, dia 4 de junho, o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto que institui o Dia Nacional de Combate à Homofobia, a ser comemorado anualmente no Dia 17 de Maio. O Decreto foi publicado no Diário Oficial da União hoje, 2ª-feira, 07/06, Seção 1, página 5 (texto abaixo).
A notícia foi recebida na sexta-feira à noite pela presidência da ABGLT durante a realização do 10º Prêmio "Cidadania em Respeito à Diversidade", promovido pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.
Segundo Toni Reis, presidente da ABGLT, "o Decreto é o reconhecimento governamental de que há homofobia no Brasil e que é preciso ter ações concretas para diminuir ou acabar com o preconceito, a discriminação e o estigma contra a comunidade LGBT. Esperamos que o exemplo do Brasil seja seguido pelos 75 país que criminalizam a homossexualidade e pelos 7 países em que há pena de morte para os homossexuais", disse. Reis também parabenizou o governo Lula, sobretudo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pelo empenho em aprovar o Decreto.
O Decreto vem coroar as propostas de campanha do segundo mandato do presidente Lula: a continuidade do Programa Brasil Sem Homofobia; a realização da 1ª Conferência Nacional LGBT; a criação da Coordenação Nacional LGBT, do Conselho Nacional LGBT e do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. Enquanto o Legislativo Nacional não aprova leis que garantam a igualdade de direitos da comunidade LGBT, o Judiciário e o Executivo já demonstraram, através de decisões e ações, que no Brasil se respeita a Constituição Federal, que nos seus artigos 3º e 5º afirma que não haverá discriminação e que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
O dia 17 de maio de 1990 foi o dia em que a Assembleia Mundial da Saúde, órgão máximo de tomada de decisão da Organização Mundial da Saúde, retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data e celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia.
É uma estratégia da ABGLT que em todos os estados e municípios haja leis ou decretos que instituam o dia estadual ou municipal contra a homofobia. O Dia já existe em 9 estados: Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná e Santa Catarina; e em pelo menos 15 municípios: Lauro de Freitas-BA, Alfenas-MG, Itaúna-MG,
Cuiabá-MT, Rondonópolis-MT, Picos-PI, Curitiba-PR, Francisco Beltrão-PR, Natal-RN, Mesquita-RJ, Rio Grande-RS, Florianópolis-SC, Joinville-SC, Campinas-SP e Ribeirão Preto-SP (www.abglt.org.br/port/leis_homofobia.php)
Informações adicionais
Toni Reis - Presidente da ABGLT: 41 9602 8906
Carlos Magno - Secretário de Comunicação da ABGLT: 31 8817 1170
DECRETO DE 4 DE JUNHO DE 2010
Institui o Dia Nacional de Combate à Homofobia.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos II e VI, alínea "a", da Constituição,
D E C R E T A :
Art. 1º Fica instituído o dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 4 de junho de 2010; 189º da Independência e 122º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Paulo de Tarso Vannuchi
(Diário Oficial da União. Nº 106, segunda-feira, 7 de junho de 2010, Seção 1 - página 5)
Projeto Quero Fazer: a saúde aonde o povo está
Por Mário Ângelo
Está na Constituição: "saúde é direito de todos e dever do Estado". Cabe ao governo e à sociedade adotar medidas políticas e operacionais para sua promoção e manutenção, garantindo o sagrado direito de todos às condições necessárias de "bem estar físico, psicológico e social".
Tal direito está amparado pelos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), garantido na universalidade de acesso a serviços, bens e insumos; e na integralidade da atenção à saúde e equidade no atendimento às demandas, conforme graus de exposição a fatores de risco peculiares e vulnerabilidades de pessoas e grupos populacionais.
Em que pesem as dificuldades conjunturais para a viabilização e operacionalização desses princípios e consolidação de direitos, as políticas, programas e ações de saúde pública implementadas têm contribuído para o enfrentamento dos problemas e agravos à saúde dos segmentos socialmente e epidemiologicamente mais afetados, principalmente no campo das doenças sexualmente transmissíveis.
As doenças transmissíveis - seja por contatos sociais, ambientais ou sexuais - requerem atenção especial da saúde pública, por estarem intimamente associadas a modos de vida, comportamento, percepções, crenças e idéias prevalentes na sociedade (representações sociais), para além das compreensões e intervenções médico/clínicas e laboratoriais. Devem ser compreendidas e enfrentadas de maneira interdisciplinar e multiprofissional, tanto no âmbito das ações de prevenção quanto de assistência voltadas para a população em geral, com especial olhar para os segmentos mais vulneráveis.
A prevenção e controle das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) envolvem vários aspectos da vida social e intersubjetiva, que incluem as atitudes, orientações e práticas sexuais, tanto no plano individual quanto coletivo, determinados pelas condições de vida, trabalho e inserção social/comunitária.
A política e os programas de controle das DST e Aids são considerados exemplares, tanto no campo da prevenção quanto da assistência, baseadas em ações bem estruturadas de vigilância epidemiológica e de referenciamento na rede pública de saúde, voltada para a população geral e para segmentos específicos.
Estudos sócio-epidemiológicos revelam que, dentre os segmentos populacionais mais vulneráveis, as pessoas com orientações homossexuais, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros) e as(os) profissionais do sexo têm maiores dificuldades de acesso aos serviços de saúde, principalmente para consultas e atendimentos ambulatoriais e exames laboratoriais.
As unidades de saúde e o Programa de Saúde da Família não estão devidamente preparados para acolher essa população, que não corresponde ao perfil familiar e comunitário que está no eixo das ações programáticas dessas modalidades de atenção à saúde. Como integrantes de segmentos específicos, tais pessoas não são reconhecidas como potenciais usuárias do SUS (trabalhadoras, pais, mães, filhas, tias, avós e bisavós): são invisíveis na família e na comunidade, e quando buscam as unidades de serviços, nem sempre são bem acolhidas, conforme preconizado pelos princípios do SUS e pressupostos da Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS).
Os movimentos sociais, as organizações sociais e setores de gestão das políticas públicas de saúde dedicadas a essa população têm ocupado espaços políticos e sociais importantes, estimulando a visibilidade e a força política no campo das representações democráticas e defesa de direitos de acesso à saúde, sociais e humanos dessa população.
O Plano Nacional de Enfrentamento do HIV/Aids entre Gays, Travestís e HSH (Homens que fazem Sexo com Homens)e sua implementação nos Estados, DF e Municípios resulta das lutas políticas, articulações intersetoriais e operacionais de combate aos preconceitos, discriminações e desrespeitos aos direitos das pessoas.
O projeto "Quero Fazer- Programa de Ampliação e Expansãodas Opções de Testagem Anti-HIV" implementado em Recife, Rio de Janeiro e no DF, representa e exemplifica possibilidades de facilitação de acesso dessa população a serviços básicos de atenção à saúde, como a testagem laboratorial rápida do HIV, disponibilizada em locais de fácil acesso para essa população. Um laboratório móvel fica estacionado em lugares estratégicos, com uma equipe técnica de profissionais da saúde e mobilizadores sociais de plantão em alguns dias da semana.
Os exames anti-hiv seguem as normas e procedimentos recomendados pelo Ministério e secretarias de saúde. Os aconselhamentos enfatizam e estimulam a busca de consultas atendimentos e vinculações a serviços públicos e privados de saúde; além da função laboratorial, o aconselhamento tem como finalidade promover a prevenção, com informações e disponibilização de insumos, material educativo e preservativos.
A Universidade de Brasília é parceira com a USAID, o Departamento Nacional DST/Aids e Hepatites Virais- Ministério da Saúde, e da Pact Brasil no desenvolvimento do referido projeto no Distrito Federal e Entorno.
Compartilhamos o entendimento de que a saúde pública deve estar "aonde o povo está", parafraseando a música popular brasileira. O trailler/laboratório móvel estacionará em lugares estratégicos, disponibilizando aconselhamento e exames para quem quiser. Que venham as pessoas com maiores dificuldades de acesso aos serviços da rede pública e privada de saúde.
|
|
Fonte: UnB Agência
Número de testes anti-HIV realizados no shopping Center 3 em SP supera expectativa dos organizadores no primeiro dia
por Quero fazer
Link: http://agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=14874
Da Agência de Notícias da Aids
Ação tem como objetivos evitar o diagnóstico tardio do vírus da aids e facilitar a realização do exame em um período de maior movimento na cidade
No primeiro dia da ação itinerante de testagem anti-HIV no shopping Center 3, na Av. Paulista, 183 pessoas passaram pelo exame. Três se descobriram soropositivos. O teste será ofertado no local até quarta-feira. A iniciativa é do shopping, programas municipal e estadual de DST/aids de São Paulo e Tedd Albuquerque Produção Cultural. Saiba mais.
O operador de telemarketing Hilton Santos esteve hoje no Shopping Center 3, na Av. Paulista, para passar pela testagem anti-HIV. Assim como ele, até as 16h mais de 180 pessoas tiveram a iniciativa de conhecer a sorologia. O número foi maior do que os 120 testes estimados pelos organizadores.
“Existe demanda do público da região pelo teste. Muitas vezes a intensa rotina de trabalho faz com que seja mais difícil a ida dessas pessoas a um serviço de saúde”, disse a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo (PM), Maria Cristina Abbate. Ela garantiu que a ação no shopping não interfere no sigilo e na privacidade necessários para o atendimento dos usuários do serviço de saúde.
Segundo Cristina, a ação integra uma série de ofertas itinerantes do exame em datas comemorativas ou de maior movimento na cidade. Nesta semana, por exemplo, os estímulos foram o feriado de Corpus Christi, na próxima quinta, e a Parada do Orgulho LGBT, no domingo.
O consultor sênior do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo (PE) Paulo Roberto Teixeira afirmou a importância da proximidade entre governo e população. “Ações como essa contribuem para o diagnóstico precoce do HIV ao mesmo tempo em que divulga serviços de saúde”, avaliou.
Conheça o procedimento
A biomédica do PE, Márcia Teresinha Fernandes, explicou que o tempo de espera médio entre a coleta do exame e o resultado é de 15 minutos. “Todas as pessoas que fazem o exame passam também por aconselhamento psicológico”.
O diagnóstico precoce do HIV é importante para garantir a qualidade de vida dos soropositivos. Dados da vigilância epidemiológica do Estado indicam que 50% dos óbitos decorrentes da aids estão relacionados ao diagnóstico tardio da infecção.
Todas as pessoas que passarem pelo Center 3 até quarta-feira terão a oportunidade de serem testados, obter informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e se in outros lugares de testagem. Camisinhas e géis lubrificantes também estão sendo distribuídos no local.
A iniciativa é uma parceria do PM, PE, Shopping Center 3 e Tedd Albuquerque Produção Cultural. No ano passado, a atividade foi realizada no Conjunto Nacional e contabilizou 800 testes.
Onde fazer o teste
Local: Center 3 – Av. Paulista, 2064.
Data: 31 de maio e 1º de junho, das 10h às 17h; e 2 de junho, das 10h às 14h
Fábio Serrato e Talita Martins
Nesta Sexta, 28 /05, tem Encontro Arco-Íris!
Sexta feira é dia de Encontro Arco-Íris.
E nesta sexta, 28/05, vamos falar de Homofobia na Escola.
Para falar sobre este tema tão polêmico, facilitando a oficina, teremos o Vice-Presidente do Grupo Almir França.
Almir França que há anos, desenvolve trabalhos em escolas sobre educação inclusiva, vai falar sobre esta sua experiência.
Esperamos todos Vocês!
Serviço:
Encontro Arco-Íris
Dia 28/05, sexta-feira
19:30 h
Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT
Rua do Senado, 230, cobertura
Tel. (21) 2222-7286 / 2215-0844
Día Internacional contra la Homofobia - Mayo 17, 2009
Este vídeo é um alerta para muitos países na América Latina e no Caribe sobre o estigma, discriminação e violência contra os homossexuais ainda é uma realidade, que por sua vez afeta os esforços envidados para parar a epidemia do HIV.
Sangue das Travestis assassinadas no Estado formam um Rio de Transfobia !
Por favor, Não nos MATEM !!!!!!!!!!!!!!!
Os constantes casos de TRANSFOBIA no Brasil,vem ganhando significativa contribuição oriunda do nosso Estado,nos últimos 2 meses,foram contabilizados por esta instituição o trágico numero de SETE Travestis assassinadas em diferentes regiões do Rio de Janeiro.O protagonismo absoluto das Travestis e Transexuais nas estatísticas de todas as pesquisas realizadas sobre violência e discriminação sofrida entre a população LGBT no Brasil, vem agravando-se desde o final de 2009.
O Rio de Janeiro que durante 2009 teve uma significativa baixa nos assassinatos de Travestis e Transexuais, esta sofrendo um aumento desta prática de crimes de ódio.
Em 2010, no período de 13/04/2010 á 23/05/2010 SETE Travestis tiveram sua vidas ceifadas de forma cruel e covarde, embora temos certeza de o número real de homicídios Transfóbicos supera os computados por esta instituição.
No dia 13/04/2010 faleceu na Zona Portuária do RJ a Travesti "Baiana(Ângelo da Costa)" vítima de tiros, dia 20/04/2010 a Travesti "Dandara"moradora de São Gonçalo foi assassinada com vários tiros em Itaboraí no ponto onde trabalhava,dia 22/04/2010 "Ramona" uma jovem Travesti foi assassinada a pauladas na cabeça no bairro Califórnia em Nova Iguaçu,,dia 30/04/2010 a Travesti "Renata" foi assassinada também por espancamento no bairro Jardim Tropical,dia 05/05/2010 a Travesti "Sheila" assassinada com 20 tiros no bairro Jardim Aurora depois da UNIG em Nova Iguaçu ,dia 17/05/2010 a Travesti "Cesar Henrique Vendrame"espancado violentamente até a morte no bairro Paraíso em Resende ,dia 23/05/2010 a Travesti "Taila(José D B dos Santos Júnior)" natural de Itabuna -BA e residente na Lapa foi assassinada e teve seu corpo carbonizado pelo universitário e lutador Leonardo Loeser no bairro do Jardim Botânico Zona sul da capital do RJ.
O expressivo número dos casos,assim como as cruéis e diversificadas formas dos assassinatos, são o penúltimo estágio do grande fluxo de violência a que estão sujeitas Travestis e Transexuais brasileiras.
Fluxo este que inicia-se na infância com a exclusão escolar , o rompimento ou a fragilização do vinculo familiar devido a sua identidade de gênero culminando na fase adulta com a formação de indivíduos na sua grande maioria despreparados técnica e educacionalmente e com dificuldades no acesso ao mercado formal e informa de trabalho fazendo da Prostituição sua única forma de auto-sustento .
A Associação das Travestis e Transexuais do Estado do Rio de Janeiro (ASTRA RIO), organização da sociedade civil organizada de abrangência estadual com associadas em todo o Estado do Rio de Janeiro, cuja missão objetiva: Organizar, associar, representar política e socialmente a população de Travestis, Transexuais e Transgêneros do RJ,vem por meio desta denunciar publicamente estes assassinatos e repudiar expressamente o "JORNAL MEIA HORA" que em sua manchete de capa da edição impressa do dia 24/05/2010 traz o seginte texto:LUTADOR FURRECO FAZ CHURRASCO DE TRAVECO .
Declaramos que a ASTRA RIO é a favor da liberdade de imprensa, mas caso como este é além de inadmissível ,tão cruel e desumano quanto o ato criminoso do lutador, pois caso a sociedade admita uma manchete desse tipo, o próximo passo é uma manchete tipo "Bandidos fazem carne moída de menor" para descrever um caso como o absurdo cometido contra o menor "João Hélio". Posturas como estas devem ser banidas de veículos que ao invés de levar informação e cultura ao nosso povo agem como verdadeiro manuais de desrespeitos a dignidade humana, PORTANTO NOSSO REPÚDIO AO JORNAL MEIA HORA / RJ.
Ontem dia 24/05/2010 a Presidência da ASTRA RIO ,se reuniu coma Superintendência de Assuntos Individuais Coletivos e Difusos (SUPERDIR) do Governo do Estado,responsável pela execução do Programa Estadual "Rio Sem Homofobia" onde foi protocolado um pedido de verificação dos casos ,onde tais fatos também foram encaminhados ao Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT,órgãos que vem desenvolvendo qualificada e constante em prol da cidadania LGBT,um apelo ao Governo do Estado uma resposta para que a apuração e punição dos responsáveis sejam feitas de forma exemplar e agradece a população do Estado do Rio de Janeiro pelas manifestações de apoio, e em especial aos Grupos Árco Íris,Grupo CaboFree e Grupo Conexão G onde estamos juntos na construção de um Ato público .
Todos Unidos por um Rio de Janeiro sem TRANSFOBIA!
Majorie Marchi
Presidente Astra Rio
Vice presidente ANTRA
Vice presidente Conselho Estadual LGBT/RJ
Membro Comitê Garantia de Direitos /SMAS/RJ
Cronograma (Maio) do trailer do Quero Fazer em Brasília
Confira a planilha que mostra onde o trailer estará no mês de maio!!!!
Passeata em defesa da diversidade
Sob os gritos “fora homofobia” e “homofobia, já chegou a sua hora”, cerca de 10 mil gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais de todos os estados do país participaram ontem, em Brasília, da 1ª Marcha Nacional Contra a Homofobia. Além da luta pelo fim da aversão aos homossexuais, o movimento pediu a garantia do Estado laico — sem interferência de nenhuma religião —, combate ao fundamentalismo religioso, cumprimento do Plano LGBT, aprovação do projeto de lei que criminaliza a discriminação, e que o Judiciário decida a favor da união estável entre os casais homoafetivos e da mudança de nome dos transexuais.
Juntas a pouco mais de um mês, as estudantes brasilienses Thais Facchin e Juliana Pinheiro, ambas de 18 anos, não se intimidaram em trocar beijos e carícias durante a marcha. “Ainda é muito difícil assumir publicamente a homossexualidade no Brasil; por isso, quando soube da realização da marcha, fiz questão de vir”, afirmou Thais, moradora de Sobradinho. “Tem quase um mês que contei para a minha família. A manifestação é importante para cobrarmos nossos direitos”, completou Juliana.
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, a marcha superou todas as expectativas. “Diferentemente das paradas gays, onde as pessoas vão festejar, conseguimos reunir pessoas politizadas e cientes da nossa causa. Também contamos com a presença de 50 parlamentares, vereadores do interior do país e de dois presidenciáveis, Plínio de Arruda Sampaio (PSol) e José Maria Eymael (PSDC).”
Pânico
Revoltados com a presença dos humoristas Carioca e Cesar Polvilho, do programa Pânico na TV!, os participantes da marcha os expulsaram da Esplanada dos Ministérios. “Eles estavam fazendo matéria jocosa. Perguntei para eles se sabiam quantos travestis são assassinados no Brasil e o porquê da realização dessa manifestação em Brasília”, disse a presidenta da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Jeovanna Baby. Ela e outros participantes não deixaram os humoristas gravarem matéria que seria exibida no programa do próximo domingo.
Caracterizados dos ex-integrantes do Big Brother Brasil Dicesar (Carioca) e Sérgio (Cesar Polvilho), ambos homossexuais, a dupla não conseguiu concluir as filmagens da marcha. “Eles queriam fazer uma sátira negativa”, disse o estudante de ciências sociais da Universidade de Brasília (Un
Rodolfo Godoi, 17 anos. Ele se juntou aos manifestantes que pressionaram pela retirada dos humoristas. A dupla precisou sair do local com a ajuda de seguranças
18 de maio - Dia Mundial na busca por uma Vacina Anti-HIV
Quando o HIV foi identificado como o agente causador da AIDS, a comunidade científica passou a fazer parte de uma corrida no desenvolvimento de uma vacina contra o HIV. O que não se esperava é que o HIV era muito mais complexo do que qualquer vírus ou doença a qual as vacinas eram desenvolvidas com sucesso. As questões científicas sobre a dificuldade no desenvolvimento de uma vacina contra o HIV estão sobretudo de como o vírus evoluiu para interagir com o sistema imunológico.
Hoje o Dia Mundial na busca por uma Vacina Anti-HIV é reconhecido não só pela comunidade científica, mas também por milhares de voluntários, líderes comunitários, profissionais de saúde, e militantes da luta contra a Aids. A importância deste tema é pauta também dos Comitês Comunitários que trabalham para incentivar as comunidades na discussão sobre a pesquisa a qual estão participando, e também no apoio daqueles que são atualmente o voluntariado em ensaios clínicos de vacinação.
Cerca de 33 milhões de pessoas no mundo necessitam de coquetéis de medicamentos, 50% delas não têm acesso aos antirretrovirais. Marcar o dia 18 de maio em nossas agendas é lutar para uma melhor qualidade de vida para as pessoas vivendo com HIV e Aids. Em 2010 essa luta é mais do que necessária, é uma questão de sobrevivência.
Criada pelo Governo Federal, Ouvidoria-Geral da Cidadania vai atender população LGBT
Já está em funcionamento a Ouvidoria-Geral da Cidadania, órgão de assistência direta e imediata da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Seu principal objetivo é exercer as funções de ouvidoria de vários segmentos da sociedade como a população LGBT, crianças, idosos, pessoas com deficiência e grupos sociais vulneráveis em geral.
Qualquer pessoa pode e deve usar a Ouvidoria para relatar casos de discriminação. O novo órgão fica em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Sala 214, no Edifício Sede do Ministério da Justiça. Os telefones de lá são (61) 2025-3116 (61) 2025-3116 / 9825 / 3908. O fax é (61) 3321.1565 e o e-mail ouvidoria@sedh.gov.br.
A Ouvidoria foi criada para ser um órgão de ligação entre a cidadania e o Poder Público. Seu objetivo é oferecer informações e sempre estar atenta às críticas, denúncias, reclamações e sugestões dos cidadãos e dar continuidade a elas conforme suas especificidades.
Quebra da patente do Viagra em junho
Fim da patente do Viagra reacende a luz de alerta para infecção do HIV na terceira idade
02/05/2010 - 11h
Durante a semana passada, uma das notícias que mais ganhou destaque nas seções de saúde foi a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre o fim da patente do Viagra no dia 20 de junho.
Usado no tratamento da disfunção erétil, sobretudo para idosos, o remédio vem sendo nos últimos anos muitas vezes a pauta sobre o aumento das AIDS na terceira idade.
"O idoso não nasceu na era da AIDS. As doenças sexualmente transmissíveis existiam, mas não eram mortais. Os idosos não se veem como um grupo exposto ao HIV", avalia a assistente social Nadjane Bezerra.
Em 2004, ela apresentou uma tese de mestrado ao departamento de Gerontologia da Pontíficia Universidade Católica (PUC), intitulada "O pulso Ainda Pulsa: O Comportamento Sexual como expressão da Vulnerabilidade de um Grupo de Idosos Soropositivos".
Segundo dados do Ministério da Saúde, de 1996 a 2005, houve crescimento da taxa de incidência de AIDS entre homens e mulheres com mais de 60 anos.
Nos homens, a taxa, que era de 5,9, passou para 8,8 (a cada 100 mil habitantes). No caso do sexo feminino, de 1,7 para 4,6. Para os representantes do governo federal, a expansão da faixa etária da vida sexual ativa e a resistência ao uso do PRESERVATIVO contribuiu para o resultado.
Em entrevista à Agência de Notícias da AIDS, em 2006, o diretor médico da Pfizer (fabricante do Viagra) João Fittipaldi, disse não concordar com a ideia de que o aumento da AIDS na terceira idade teve alguma relação com o uso do Viagra.
"O medicamento não pode ser responsabilizado por isso. Pelo contrário, vejo o Viagra mais como um aliado do PRESERVATIVO, uma vez que ele mantém a ereção e a não utilização da CAMISINHA está associada ao medo de perder a ereção", argumentou Fittipaldi.
Preocupado com o avanço da epidemia na terceira idade, o Ministério da Saúde focou as campanhas nacionais do Dia Mundial de Combate a AIDS de 2008 e no Carnaval de 2009 para respectivamente homens e mulheres com mais de 50 anos.
A Pfizer, que tinha a exclusividade de comercialização, pode recorrer. A expectativa, agora, é que os medicamentos dessa categoria fiquem mais baratos, em função da concorrência acirrada.
Ao menos quatro novas drogas com o mesmo princípio ativo do Viagra já providenciaram seu registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e devem chegar às farmácias no dia 21 de junho: Anviryl, Viasil, Silvigor e Granvia.
Hoje, uma caixa com quatro comprimidos do Viagra é vendida por, no máximo, R$ 127,80. Mas, segundo uma pesquisa de mercado feita pela Anvisa, os valores praticados no varejo nacional são, em média, 32% mais baixos.
Fonte: Redação da Agência de Notícias da AIDS
Comunicação Gestos
Gestos - Soropositividade, Comunicação e Gênero
http://www.gestospe.org.br
Rua dos Médices, 68 - Boa Vista
Recife, PE - 50070-290
55.81.3421 7670/ 3421 7727
Fax: 55.81.3231 3880
21/06/10 10:25:50 am, 



