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por Quero Fazer Fazer Email

Material para XVIII Conferência Internacional de Aids, Viena, 18 a 23 de julho de 2010

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Este material foi criado em parceria com Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, Pact Brasil e Pathfinder. O objetivo deste trabalho é apresentar à comunidade internacional às iniciativas de ambos, para as e das pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil no sentido de fortalecer suas qualidades de vida e seus sentidos de inserção em um grupo populacional específico - no caso, o das pessoas que vivem com HIV/AIDS.

Acesse:
http://www.rodaweb.info/viena

 

Centro de Referência contra homofobia

por Quero Fazer Fazer Email

 

 

Emoção e força marcaram a inauguração do Centro de Referência contra homofobia, intolerância religiosa e discriminação a pessoas vivendo com HIV/Aids na Central do Brasil

 

Uma iniciativa pioneira que consagra o Rio de Janeiro como estado de vanguarda na luta pela cidadania sem distinção de credo, raça, orientação sexual e identidade de gênero. A inauguração do Centro de Referência contra homofobia, intolerância religiosa e discriminação a pessoas vivendo com HIV/Aids contou com a presença de diversas autoridades e artistas, além de ativistas e simpatizantes do movimento. Estiveram presentes representantes do Estado e da Presidência da República.

 

A cantora Jane Di Castro iniciou o evento cantando o Hino Nacional, juntamente com Leila Maria que interpretou a música-tema da Parada do Orgulho LGBT-Rio, "Bom é Beijar". Logo depois, Cláudio Nascimento - Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, iniciou seu discurso citando trechos de "I Have a Dream", do líder negro Martin Luther King e disse que levou seis meses para aceitar o convite de Sérgio Cabral e Benedita da Silva para o cargo e que hoje admira a força do governador em lutar pelos direitos dos LGBT, religiosos e pessoas vivendo com HIV/Aids e outras doenças..

 

Um dos momentos de maior emoção foi quando a cantora Leila Maria anunciou a presença de Angélica Ivo, mãe de Alexandre, brutalmente assassinado em São Gonçalo por causa de sua orientação sexual. Nesse momento os presentes bradaram em uníssono, "Alexandre Ivo presente", uma homenagem ao adolescente e uma forma de fazer com que sua imagem não seja esquecida.

 

O Secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame reforçou seu apoio às causas declarando que estará sempre disponível para resolver e ajudar nas questões que envolverem violência a homossexuais, pessoas com Aids e intolerância religiosa. Já o Deputado Estadual Carlos Minc ressaltou que "o Rio é composto por uma biodiversidade cultural, sexual e religiosa admirável" e que "casos como de Alexandre Ivo devem ser emblemáticos e que a impunidade é uma tragédia".

 

Ricardo Henriques, Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, declarou que a inauguração é um marco para a história da liberdade e ainda disse que é possível fazer política pública com qualidade. "Acolhimento de 2ª categoria não serve pra nada", encerrou.

 

Também estiveram presentes os Deputados Federais Chico Alencar e Cida Diogo, Lena Peres, Subsecretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República e Igo Martini- Coordenador de Promoção dos Direitos de LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O professor Márcio Tadeu, representando o Reitor da Uerj Ricardo Vieiralves e o Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Política e Direitos da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Uerj, a presidente da Astra-Rio, Majorie Marchi, Mãe Beata de Iemanjá, representando a diversidade religiosa e Jucimara Moreira representando as pessoas vivendo com Aids.

 

Outro momento de emoção ficou para o final, quando Cláudio Nascimento tomou a palavra e disse que os três centros de são uma rede de proteção. Ele ressaltou que o trabalho se deve a políticas que se comunicam e interagem entre si. "São com essas cores que desenharemos um novo arco-íris", encerrou o evento sob aplausos e conquistando mais uma vitória em defesa dos direitos humanos.

 

Os serviços oferecidos pelos Centros de Referência estão em processo de testes. Estarão funcionando na sua totalidade em meados de agosto. Hoje, foram atendidas 56 ligações no Disque Cidadania LGBT (0800 023 4567), porém apenas a partir de segunda feira durante o horário comercial o serviço estará em pleno vapor. Seguem os serviços:

 

Centro de Referência de Promoção da Cidadania LGBT - defesa e apoio jurídico, psicológico e social a vítimas de discriminação e violência a LGBT.

 

Disque Cidadania LGBT - Tel.: 0800 0234567, 24 horas por dia, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação. (o serviço está em fase de teste até o final de agosto. No período funcionará nos dias úteis, de 09 as 18h).

 

Comissão Processante para o Cumpra-se de Leis Anti-Discriminação: Lei 3406/00, que pune a discriminação contra LGBT; Lei 3559/01, que pune a discriminação a pessoas vivendo com HIV/Aids.

 

Núcleo de Monitoramento de Crimes contra LGBT, acompanhamento e monitoramento de informações sobre violência contra LGBT.

 

Centro de Referência de Promoção da Liberdade Religiosa e Contra a Intolerância, defesa e apoio jurídico, psicológico e social. Parceria com o Governo Federal.

 

Centro de Referência de Promoção dos Direitos Humanos em DST/Aids e outras doenças, defesa e apoio jurídico, psicológico e social.

 

Centro de Documentação e Informação LGBT, implantação do primeiro arquivo público no Estado sobre o tema.

 

Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, formado por representantes da secretarias estaduais e também representantes do movimento, para elaboração e controle social de políticas públicas, entre outras ações.

 

Centro de Formação de Cidadania e Diversidades, promoção de seminários, oficinas e cursos sobre: noções de cidadania; sexualidade e direitos humanos, voltados principalmente para gestores públicos e populações específicas atendidas. Além de outros cursos nas áreas de projetos sociais: teatro, turismo, estética, produção de eventos, relações públicas e administração e projetos sociais, com a finalidade de capacitação e colocação no mercado de trabalho.

 

Parte das ações tem apoio do Governo Federal, atrevés da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e da SEDH (Secretaria Especial de Direitos Humanos).

 

Marcia Villela e Diego Cota

 

(21) 2284-2475          (21) 2284-2475      

2234-9621

8158-9715

Cronograma Junho ATV Gouvea de Barros & Leões do Norte (Recife)

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Inauguração na Central do Brasil dos serviços de apoio às populações LGBT, religiosos e pessoas vivendo com HIV-Aids

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Cronograma Junho - TRAILER BRASÍLIA/DF

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Cronograma Junho - Grupo Arco-Iris (Rio de Janeiro)

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Cronograma Junho - TRAILER NO RECIFE

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Cronograma de Junho - CTA Cabo de Santo Agostinho & GTP+

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Boletim USAID

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UnB Hoje ...

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Estudo

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Gays e outros HSH são mais escolarizados, têm maior poder aquisitivo e acessam mais o serviço público de saúde que os homens em geral

 

Entre os gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH)  entrevistados em 10 cidades brasileiras, o nível de escolaridade é mais alto do que os homens em geral. Dos 3.610 homens que responderam ao levantamento, 52,2% possuem 11 anos ou mais de escolaridade. Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DST e Aids da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade (PCAP), de 2008, mostra que, entre os homens em geral esse índice é de apenas 25,4%. Entre eles, o maior percentual varia de 4 a 7 anos de estudo (40,1%). Os dados foram divulgados hoje durante o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e o I Congresso Brasileiro das Hepatites Virais.

Nos últimos 12 meses, 23,5% dos gays e outros HSH fizeram o teste de HIV. Segundo a PCAP 2008, menos da metade (11,2%) dos homens em geral foram testados no mesmo período. Chama a atenção o maior percentual de gays e outros HSH que realizam a testagem nos serviços públicos de saúde: 66,7% deles receberam o diagnóstico para o HIV em centros de testagem e aconselhamento ou na rede pública de saúde. Na população masculina em geral, segundo a PCAP 2008, esse percentual é de 40,6%. Veja a apresentação do estudo.

Questionados sobre sua percepção de risco, os outros HSH também demonstram maior nível de informação. Entre aqueles que se testaram alguma vez na vida, 53,9% o fizeram porque achavam que tinham algum risco de ter se infectado ou por "curiosidade" de saber sua condição sorológica. Entre os homens em geral, 32,7% procuraram o serviço de diagnóstico por essas razões.

Utilizando-se de metodologia em que cada entrevistado funciona como "semente" e leva o pesquisador a outros entrevistados, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde realizou estudo com o público HSH em: Manaus, Recife, Salvador, Curitiba, Itajaí, Santos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande e Brasília. O critério para a participação na pesquisa foi possuir 18 anos ou mais e ter tido pelo menos uma relação sexual com um homem nos últimos 12 meses. O levantamento foi coordenado pela pesquisadora Ligia Kerr, da Universidade Federal do Ceará.

Os gays e outros HSH também utilizam com maior frequência os serviços de saúde para testes de HIV e acesso a preservativos do que a média da população masculina do país. Em relação a acesso ao preservativo, 76,9% dos gays e outros HSH declararam ter recebido camisinhas gratuitamente nos últimos 12 meses. Sessenta e seis por cento dos HSH tiveram acesso ao preservativo em um serviço público de saúde, 10,7% em uma organização não governamental e 9,9% na escola. Entre os homens em geral, esse índice é bem menor (33,9%).

A pesquisa comprova que o Projeto Saúde e Prevenção nas escolas (SPE) é um dos canais de acesso do jovem ao preservativo. O SPE é um projeto do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e consiste em levar ações de prevenção às instituições de ensino do país.

Uso do preservativo
Entre os gays e outros HSH de 25 a 64 anos, 78,9% usaram preservativo na primeira relação sexual, contra 21,6% dos homens em geral, na mesma faixa etária. Entretanto, o uso da camisinha na última relação sexual (nos últimos 12 meses) com parceria casual cai para 59,6%, praticamente o mesmo percentual dos homens em geral, que é 56,9%.

Em relação à população mais jovem, a pesquisa traz um alerta. Os jovens gays e outros HSH utilizam o preservativo em menor proporção que os jovens homens em geral: 53,9% deles utilizaram a camisinha na primeira relação sexual, enquanto 62,3% dos jovens homens em geral a usaram na primeira vez.

Nas relações nos últimos 12 meses com parceiro fixo, 29,3% dos jovens gays e outros jovens HSH utilizaram o preservativo. Nos jovens em geral, a média é de 34,6%. Em relações com parceiros casuais, os jovens gays e outros HSH fizeram uso do preservativo em 54,3% dos casos, resultado similar ao encontrado nos jovens em geral (57%).

Os resultados da pesquisa corroboram os últimos dados epidemiológicos lançados no final do ano passado pelo Ministério da Saúde. Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos, há mais casos de aids por transmissão homossexual (33,5%) do que heterossexual (28,3% ).

Prevalência
A taxa de prevalência do HIV na população de gays e outros HSH com mais de 18 anos das 10 cidades pesquisadas foi de 10,5%. O dado encontrado é consistente com estudos anteriormente realizados em algumas cidades do Brasil e característico de uma epidemia concentrada. Nos Estados Unidos, por exemplo, a prevalência na população HSH é de 9,1%, bastante similar à brasileira. A prevalência na população masculina brasileira de 15 a 49 anos é estimada em 0,8%. A taxa de prevalência de sífilis durante a vida encontrada na pesquisa com gays e outros HSH foi de 13,4%.

Estigma e discriminação
Os resultados da pesquisa realizada com os gays e outros HSH evidenciam que o preconceito está presente na vida dessa população. Um total de 29,6% dos entrevistados afirmou já ter sofrido discriminação por causa da orientação sexual alguma vez; 44,5% disseram ter sido xingados e 12,4% já foram agredidos fisicamente. Mais da metade deles (51,3%) disseram já ter sido discriminados no trabalho, 28,1% na escola ou faculdade e 13% em algum ambiente religioso.

Atendimento à imprensa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais 
Tel: (61) 9221-2546/3306-7024 / 7010 / 7016 
Site:
www.aids.gov.br - E-mail: imprensa@aids.gov.br

Termo de parceria do Quero Fazer é assinado durante o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e AIDS

por Quero Fazer Fazer Email

Presidente Lula decreta dia 17 de maio dia Nacional de Combate à Homofobia

por Quero Fazer Fazer Email

Ato ocorreu na véspera da 14ª Parada LGBT de São Paulo

 

 

Atendendo ao pedido da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) - ofício abaixo -, na sexta-feira, dia 4 de junho, o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto que institui o Dia Nacional de Combate à Homofobia, a ser comemorado anualmente no Dia 17 de Maio. O Decreto foi publicado no Diário Oficial da União hoje, 2ª-feira, 07/06, Seção 1, página 5 (texto abaixo).

 

A notícia foi recebida na sexta-feira à noite pela presidência da ABGLT durante a realização do 10º Prêmio "Cidadania em Respeito à Diversidade", promovido pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.   

 

Segundo Toni Reis, presidente da ABGLT, "o Decreto é o reconhecimento governamental de que há homofobia no Brasil e que é preciso ter ações concretas para diminuir ou acabar com o preconceito, a discriminação e o estigma contra a comunidade LGBT. Esperamos que o exemplo do Brasil seja seguido pelos 75 país que criminalizam a homossexualidade e pelos 7 países em que há pena de morte para os homossexuais", disse. Reis também parabenizou o governo Lula, sobretudo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pelo empenho em aprovar o Decreto.

 

O Decreto vem coroar as propostas de campanha do segundo mandato do presidente Lula: a continuidade do Programa Brasil Sem Homofobia; a realização da 1ª Conferência Nacional LGBT; a criação da Coordenação Nacional LGBT, do Conselho Nacional LGBT e do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. Enquanto o  Legislativo Nacional não aprova leis que garantam a igualdade de direitos da comunidade LGBT, o Judiciário e o Executivo já demonstraram, através de decisões e ações, que no Brasil se respeita a Constituição Federal, que nos seus artigos 3º e 5º afirma que não haverá discriminação e que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. 

 

O dia 17 de maio de 1990 foi o dia em que a Assembleia Mundial da Saúde, órgão máximo de tomada de decisão da Organização Mundial da Saúde, retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data e celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia.

 

É uma estratégia da ABGLT que em todos os estados e municípios haja leis ou decretos que instituam o dia estadual ou municipal contra a homofobia. O Dia já existe em 9 estados: Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná e Santa Catarina; e em pelo menos 15 municípios: Lauro de Freitas-BA, Alfenas-MG, Itaúna-MG,

Cuiabá-MT, Rondonópolis-MT, Picos-PI, Curitiba-PR, Francisco Beltrão-PR, Natal-RN, Mesquita-RJ, Rio Grande-RS, Florianópolis-SC, Joinville-SC, Campinas-SP e Ribeirão Preto-SP (www.abglt.org.br/port/leis_homofobia.php)

 

Informações adicionais

 

Toni Reis - Presidente da ABGLT: 41 9602 8906

Carlos Magno - Secretário de Comunicação da ABGLT: 31 8817 1170

 

 

DECRETO DE 4 DE JUNHO DE 2010

 

Institui o Dia Nacional de Combate à Homofobia.

 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos II e VI, alínea "a", da Constituição,

 

D E C R E T A :

 

Art. 1º Fica instituído o dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.

 

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 4 de junho de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Paulo de Tarso Vannuchi

 

(Diário Oficial da União.  Nº 106, segunda-feira, 7 de junho de 2010, Seção 1 - página 5)

 

 

Projeto Quero Fazer: a saúde aonde o povo está

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Por  Mário Ângelo

 Está na Constituição: "saúde é direito de todos e dever do Estado". Cabe ao governo e à sociedade adotar medidas políticas e operacionais para sua promoção e manutenção, garantindo o sagrado direito de todos às condições necessárias de "bem estar físico, psicológico e social".

 

Tal direito está amparado pelos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), garantido na universalidade de acesso a serviços, bens e insumos; e na integralidade da atenção à saúde e equidade no atendimento às demandas, conforme graus de exposição a fatores de risco peculiares e vulnerabilidades de pessoas e grupos populacionais.

 

Em que pesem as dificuldades conjunturais para a viabilização e operacionalização desses princípios e consolidação de direitos, as políticas, programas e ações de saúde pública implementadas têm contribuído para o enfrentamento dos problemas e agravos à saúde dos segmentos socialmente e epidemiologicamente mais afetados, principalmente no campo das doenças sexualmente transmissíveis.

 

As doenças transmissíveis - seja por contatos sociais, ambientais ou sexuais - requerem atenção especial da saúde pública, por estarem intimamente associadas a modos de vida, comportamento, percepções, crenças e idéias prevalentes na sociedade (representações sociais), para além das compreensões e intervenções médico/clínicas e laboratoriais. Devem ser compreendidas e enfrentadas de maneira interdisciplinar e multiprofissional, tanto no âmbito das ações de prevenção quanto de assistência voltadas para a população em geral, com especial olhar para os segmentos mais vulneráveis.

 

A prevenção e controle das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) envolvem vários aspectos da vida social e intersubjetiva, que incluem as atitudes, orientações e práticas sexuais, tanto no plano individual quanto coletivo, determinados pelas condições de vida, trabalho e inserção social/comunitária.

 

A política e os programas de controle das DST e  Aids são considerados exemplares, tanto no campo da prevenção quanto da assistência, baseadas em ações bem estruturadas de vigilância epidemiológica e de referenciamento na rede pública de saúde, voltada para a população geral e para segmentos específicos.

 

Estudos sócio-epidemiológicos revelam que, dentre os segmentos populacionais mais vulneráveis, as pessoas com orientações homossexuais, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros) e as(os) profissionais do sexo têm maiores dificuldades de acesso aos serviços de saúde, principalmente para consultas e atendimentos ambulatoriais e exames laboratoriais.

 

As unidades de saúde e o Programa de Saúde da Família não estão devidamente preparados para acolher essa população, que não corresponde ao perfil familiar e comunitário que está no eixo das ações programáticas dessas modalidades de atenção à saúde. Como integrantes de segmentos específicos, tais pessoas não são reconhecidas como potenciais usuárias do SUS (trabalhadoras, pais, mães, filhas, tias, avós e bisavós): são invisíveis na família e na comunidade, e quando buscam as unidades de serviços, nem sempre são bem acolhidas, conforme preconizado pelos princípios do SUS e pressupostos da Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS).

 

Os movimentos sociais, as organizações sociais e setores de gestão das políticas públicas de saúde dedicadas a essa população têm ocupado espaços políticos e sociais importantes, estimulando a visibilidade e a força política no campo das representações democráticas e defesa de direitos de acesso à saúde, sociais e humanos dessa população.

 

O Plano Nacional de Enfrentamento do HIV/Aids entre Gays, Travestís e HSH (Homens que fazem Sexo com Homens)e sua implementação nos Estados, DF e Municípios resulta das lutas políticas, articulações intersetoriais e operacionais de combate aos preconceitos, discriminações e desrespeitos aos direitos das pessoas.

 

O projeto "Quero Fazer-  Programa de Ampliação e Expansãodas Opções de Testagem Anti-HIV" implementado em Recife, Rio de Janeiro e no DF, representa e exemplifica possibilidades de facilitação de acesso dessa população a serviços básicos de atenção à saúde, como a testagem laboratorial rápida do HIV, disponibilizada em locais de fácil acesso para essa população. Um laboratório móvel fica estacionado em lugares estratégicos, com uma equipe técnica de profissionais da saúde e mobilizadores sociais de plantão em alguns dias da semana.

 

Os exames anti-hiv seguem as normas e procedimentos recomendados pelo Ministério e secretarias de saúde. Os aconselhamentos enfatizam e estimulam a busca de consultas atendimentos e vinculações a serviços públicos e privados de saúde; além da função laboratorial, o aconselhamento tem como finalidade promover a prevenção, com informações e disponibilização de insumos, material educativo e preservativos.

 

A Universidade de Brasília é parceira com a USAID, o Departamento Nacional DST/Aids e Hepatites Virais- Ministério da Saúde, e da Pact Brasil no desenvolvimento do referido projeto no Distrito Federal e Entorno. 

 

Compartilhamos o entendimento de que a saúde pública deve estar "aonde o povo está", parafraseando a música popular brasileira. O trailler/laboratório móvel estacionará em lugares estratégicos, disponibilizando aconselhamento e exames para quem quiser. Que venham as pessoas com maiores dificuldades de acesso aos serviços da rede pública e privada de saúde.

 

Fonte: UnB Agência

Número de testes anti-HIV realizados no shopping Center 3 em SP supera expectativa dos organizadores no primeiro dia

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Link: http://agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=14874

Da Agência de Notícias da Aids

Ação tem como objetivos evitar o diagnóstico tardio do vírus da aids e facilitar a realização do exame em um período de maior movimento na cidade

No primeiro dia da ação itinerante de testagem anti-HIV no shopping Center 3, na Av. Paulista, 183 pessoas passaram pelo exame. Três se descobriram soropositivos. O teste será ofertado no local até quarta-feira. A iniciativa é do shopping, programas municipal e estadual de DST/aids de São Paulo e Tedd Albuquerque Produção Cultural. Saiba mais.

O operador de telemarketing Hilton Santos esteve hoje no Shopping Center 3, na Av. Paulista, para passar pela testagem anti-HIV. Assim como ele, até as 16h mais de 180 pessoas tiveram a iniciativa de conhecer a sorologia. O número foi maior do que os 120 testes estimados pelos organizadores.

“Existe demanda do público da região pelo teste. Muitas vezes a intensa rotina de trabalho faz com que seja mais difícil a ida dessas pessoas a um serviço de saúde”, disse a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo (PM), Maria Cristina Abbate. Ela garantiu que a ação no shopping não interfere no sigilo e na privacidade necessários para o atendimento dos usuários do serviço de saúde.

Segundo Cristina, a ação integra uma série de ofertas itinerantes do exame em datas comemorativas ou de maior movimento na cidade. Nesta semana, por exemplo, os estímulos foram o feriado de Corpus Christi, na próxima quinta, e a Parada do Orgulho LGBT, no domingo.

O consultor sênior do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo (PE) Paulo Roberto Teixeira afirmou a importância da proximidade entre governo e população. “Ações como essa contribuem para o diagnóstico precoce do HIV ao mesmo tempo em que divulga serviços de saúde”, avaliou.

Conheça o procedimento

A biomédica do PE, Márcia Teresinha Fernandes, explicou que o tempo de espera médio entre a coleta do exame e o resultado é de 15 minutos. “Todas as pessoas que fazem o exame passam também por aconselhamento psicológico”.

O diagnóstico precoce do HIV é importante para garantir a qualidade de vida dos soropositivos. Dados da vigilância epidemiológica do Estado indicam que 50% dos óbitos decorrentes da aids estão relacionados ao diagnóstico tardio da infecção.

Todas as pessoas que passarem pelo Center 3 até quarta-feira terão a oportunidade de serem testados, obter informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e se in outros lugares de testagem. Camisinhas e géis lubrificantes também estão sendo distribuídos no local.

A iniciativa é uma parceria do PM, PE, Shopping Center 3 e Tedd Albuquerque Produção Cultural. No ano passado, a atividade foi realizada no Conjunto Nacional e contabilizou 800 testes.

Onde fazer o teste

Local: Center 3 – Av. Paulista, 2064.
Data: 31 de maio e 1º de junho, das 10h às 17h; e 2 de junho, das 10h às 14h




Fábio Serrato e Talita Martins

Curso de Extensão

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21 anos do Grupo Pela Vidda/RJ

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Nesta Sexta, 28 /05, tem Encontro Arco-Íris!

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Sexta feira é dia de Encontro Arco-Íris.

E nesta sexta, 28/05, vamos falar de Homofobia na Escola.

Para falar sobre este tema tão polêmico, facilitando a oficina, teremos o Vice-Presidente do Grupo Almir França.

Almir França que há anos, desenvolve trabalhos em escolas sobre educação inclusiva, vai falar sobre esta sua experiência.

 

Esperamos todos Vocês!

 

Serviço:

Encontro Arco-Íris

Dia 28/05, sexta-feira

19:30 h

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

Rua do Senado, 230, cobertura

Tel. (21) 2222-7286 / 2215-0844

 

 www.arco-iris.org.br

Día Internacional contra la Homofobia - Mayo 17, 2009

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Este vídeo é um alerta para muitos países  na América Latina e no Caribe sobre o estigma, discriminação e violência contra os homossexuais ainda é uma realidade, que por sua vez afeta os esforços envidados para parar a epidemia do HIV.

 

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